- O relatório conclui que os e-mails maliciosos continuam a ser o principal vetor de ataque e que os custos médios de recuperação ascendem a ~1.95 milhões de euros.
- As organizações de ensino reportaram desafios operacionais mais significativos do que a média global dos vários setores. Mais de metade (53%) das organizações de ensino superior afirmou não dispor das competências ou conhecimentos especializados necessários para detetar e travar os ataques atempadamente, face a 35% da média global de todos os setores. Já as instituições de ensino básico e secundário identificaram, com maior frequência, o erro humano (52%), a falta de proteção (47%), lacunas de segurança desconhecidas (42%) e capacidade limitada (41%) como fatores contributivos.
- As taxas de encriptação de dados aumentaram no ensino básico e secundário. A percentagem de organizações deste segmento cujos dados foram encriptados durante um ataque de ransomware mais do que duplicou em termos homólogos, passando de 29% em 2025 para 61% em 2026. Em todo o setor da educação, 58% dos ataques de ransomware resultaram na encriptação de dados.
- A recuperação de dados dependeu fortemente de cópias de segurança. Mais de três quartos (77%) das organizações de ensino básico e secundário e 69% das organizações de ensino superior restauraram os dados encriptados através de cópias de segurança, valores superiores à média global de todos os setores (66%).
- Os pedidos de resgate mantiveram-se elevados, apesar de uma descida que já dura há vários anos. O valor mediano do resgate nas organizações de ensino foi de ~667.000 euros, acima da mediana global dos setores, de ~600.540 euros. As exigências medianas de resgate no setor da educação têm diminuído há dois anos consecutivos, enquanto os pagamentos aumentaram em ~13.000 euros do relatório de 2025 para o de 2026.
- Os custos de recuperação aumentaram e os tempos de recuperação continuaram longos. Os custos médios de recuperação após ataques de ransomware atingiram os ~1.95 milhões de euros no conjunto do setor da educação, ultrapassando a média global dos setores de ~1.46 milhões de euros. Mais de um quarto (26%) das organizações de ensino precisou de um a três meses para recuperar totalmente de um ataque, quase o dobro da média global dos setores (14%).
- O impacto humano nas equipas de TI e segurança após a encriptação de dados intensificou-se. Mais de metade (53%) das equipas do ensino superior reportou uma maior pressão por parte da gestão de topo, face a 40% em todos os setores. Cerca de 39% das organizações de ensino reportaram ausências de colaboradores devido a stress ou problemas de saúde mental após um ataque de ransomware, em comparação com 29% no conjunto dos setores. O setor da educação também registou uma maior rotatividade na liderança: 29% das equipas de ensino superior e 27% das equipas de ensino básico e secundário viram as suas equipas de chefia ser substituídas após o ataque, face a uma média global dos setores de 21%.
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