- Identidade, fraude com deepfakes e riscos internos impulsionados por IA vão marcar o próximo ciclo de ataques.
- Os players de ameaças no Ocidente estão a alimentar o ransomware. Grupos como o Scattered Spider amplificam a crise do ransomware com campanhas ousadas que frequentemente começam com roubo de credenciais e abusos de identidade.
- Aumento de ataques à cadeia de abastecimento digital. Embora ainda a emergir de um ponto de partida incipiente, a Sophos regista um aumento dos comprometimentos de fornecedores de software e serviços, à medida que os atacantes procuram ganhar escala e poder.
- Experimentação maliciosa com a GenAI. Os players de ameaças continuam a testar a IA generativa, obtendo ganhos incrementais com phishing, ferramentas de malware, deepfakes e automação – indo, portanto, mais além do que fazer “apenas” avanços disruptivos.
- Colaboradores de TI norte-coreanos. Nota-se uma disseminação de perfis operacionais da Coreia do Norte que se fazem passar por programadores freelancers para infiltrar as organizações e roubar código, credenciais e até dinheiro.
- Engenharia social na linha da frente. Táticas como esquemas de click-fix (tática que leva os utilizadores a instalarem e executarem comandos maliciosos nos seus equipamentos sem se aperceberem), chamadas falsas provenientes de help desk de empresas, a fadiga da autenticação multifator e o phishing por código QR continuam a ser pontos de entrada altamente eficazes para os atacantes.
- A ciberameaça persistente da China. Persistem campanhas que vão desde ataques a dispositivos no edge até ao núcleo, rico em dados, da computação Cloud, refletindo as prioridades estratégicas globais da China.
- Déjà-Vu. Em 2026 teremos, provavelmente, um grande ciberataque que vai causar uma enorme disrupção a nível global. Se acontecer, a sua causa raiz será uma fraca ciberhigiene e o ataque terá sido totalmente evitável.
- As fraudes com vozes deepfake vão alcançar a escala empresarial. Os atacantes vão poder transformar a clonagem de voz gerada por IA numa arma para contornarem a verificação de identidade em processos de alto valor. Pensemos em aprovações financeiras, redefinições de palavras-passe e até no onboarding de fornecedores – todas estas situações são reais e perigosas. Isto levará a engenharia social a um nível muito além do email e dos códigos QR, transportando-a para canais de voz em tempo real.
- Fraude de CEOs “agentificada” em escala. A IA agêntica e a IA generativa vão ser combinadas para potenciar e operacionalizar fraudes de CEOs personalizadas com base em voz e/ou vídeo. Vários agentes de IA poderçao ser utilizados para localizar clips de voz e vídeo de CEOs, gerar vídeos deepfake com base num guião ou numa interação orientada por objetivos, e conduzir chamadas interativas via WhatsApp com os alvos. Isto pode incluir vídeos ou áudios de CEOs, de forma a levar as vítimas a aceitar continuar a conversa por chat sem se aperceberem de que não estão a falar com a pessoa que acham.
- Riscos internos amplificados pela utilização da IA por parte dos colaboradores. As organizações poderão enfrentar um aumento de violações impulsionadas pelos seus próprios colaboradores – e não pelas mãos de players maliciosos, mas por erros assistidos por IA. Os colaboradores que utilizam ferramentas de IA generativa para aumentar a produtividade expõem inadvertidamente dados sensíveis através de conectores mal configurados, fugas em prompts e integrações paralelas (shadow integrations).
- Roubo de criptomoedas numa escala maior. Poderemos ver um roubo de criptomoedas que ultrapasse os 1.5 mil milhões de dólares retirados da ByBit, provavelmente perpetrado pela Coreia do Norte.
- Os operadores de IT da Coreia do Norte vão expandir a utilização de IA para criar fraudes de emprego. Os perfis operacionais de IT norte-coreanos, muitos dos quais já ativos atualmente, poderão utilizar IA agêntica para aumentar as hipóteses de sobrevivência das suas personas falsas, melhorar a capacidade de resposta a pedidos remotos e executar tarefas remotas de forma mais eficaz.
- O ransomware vai manter-se como uma das principais ciberameaças. O ransomware continuará a ser a forma dominante de cibercrime de alto impacto, registando-se uma maior fragmentação do mercado e uma crescente participação de grupos não russófonos (predominantemente de grupos anglófonos e sinófonos).
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Sobre a Sophos: A Sophos é líder em cibersegurança e defende 600.000 organizações em todo o mundo com uma plataforma orientada por IA e serviços liderados por especialistas. A Sophos acompanha as organizações em qualquer fase da sua maturidade em cibersegurança e cresce com elas para combater os ciberataques. As suas soluções combinam machine learning, automação e inteligência de ameaças em tempo real com a experiência humana de primeiro nível da equipa Sophos X-Ops, com vista a proporcionar monitorização, deteção e resposta a ameaças avançadas 24/7. A Sophos oferece serviços de deteção e resposta geridas (MDR) líderes de mercado, juntamente com um portefólio abrangente de tecnologias de cibersegurança – incluindo segurança de endpoints, redes, e-mail e Cloud, deteção e resposta ampliadas (XDR), deteção e resposta a ameaças à identidade (ITDR) e SIEM de próxima geração. Juntamente com serviços de consultoria especializados, estas capacidades ajudam as organizações a reduzir riscos de forma proativa e a responder-lhes mais rapidamente, com a visibilidade e escalabilidade necessárias para estarem um passo à frente das ameaças em constante evolução. A Sophos chega ao mercado através de um ecossistema global de parceiros, incluindo Fornecedores de Serviços Geridos (MSPs), Fornecedores de Serviços de Segurança Geridos (MSSPs), revendedores e distribuidores, integrações em marketplaces e parceiros de gestão de ciberrisco – proporcionando às organizações a flexibilidade de escolherem relações de confiança para protegerem os seus negócios. A Sophos tem sede em Oxford, no Reino Unido. Mais informação em www.sophos.com.

