- A seguradora destaca o impacto da IA, a necessidade de promover literacia financeira e a urgência de fechar o protection gap entre os temas-chave deste ano.
Em 2026, o setor segurador fica marcado pela volatilidade geopolítica e económica, bem como pelo aumento da frequência e intensidade das catástrofes naturais, tornando a gestão de risco mais complexa e urgente.
Neste contexto, a Mudum, Companhia de Seguros do grupo financeiro francês Crédit Agricole, identificou as principais tendências que vão marcar 2026:
1. O setor segurador assume um papel mais ativo na sociedade
Em 2026, o setor segurador vai reforçar o seu papel ativo na sociedade e na sua capacidade de resiliência, com as seguradoras cada vez mais chamadas a assumir responsabilidades. Esta evolução será impulsionada não apenas pela necessidade de responder a riscos crescentes, como também pela entrada de nova liderança na Autoridade de Supervisão de Seguros e Fundos de Pensões (ASF) que poderá acelerar uma mudança de paradigma. Espera-se que esta nova liderança traga uma perspetiva transformadora com maior foco na inovação do setor e na sua relevância na sociedade.
2. Impacto da situação geopolítica, equilíbrio internacional e alterações demográficas
O cenário global em constante mudança, com questões geoestratégicas e desequilíbrios internacionais, impacta diretamente os mercados e as cadeias de valor – e o setor segurador não é exceção. Ao mesmo tempo, o envelhecimento da população e a evolução demográfica colocam desafios estruturais ao sistema de proteção social e às seguradoras, que precisam de antecipar necessidades e adaptar os seus produtos e serviços a esta nova realidade.
3. Inteligência Artificial: a tecnologia vem complementar, não substituir
A IA está a revolucionar a forma como as empresas operam mas, neste 2026, o setor segurador ainda está a compreender o seu real impacto. Na Mudum defendemos que a IA deve ser encarada como uma ferramenta complementar, que potencia a eficiência e a personalização, mas que não substitui a dimensão humana essencial ao nosso setor. O segredo do sucesso estará em integrar tecnologia e talento de forma equilibrada, com foco na qualidade do serviço e na proximidade com o cliente.
4. A mudança de mindset exige literacia e soluções relevantes
Um dos grandes desafios dos próximos anos será alterar a mentalidade instalada à volta de temas como a reforma e a poupança. Para isso, é essencial apostar na literacia de risco e chegar às pessoas com soluções de seguros que realmente façam sentido no seu dia a dia. O setor segurador tem uma verdadeira oportunidade de se afirmar como parceiro de confiança, explicando e simplificando opções de investimento e proteção de longo prazo aos consumidores.
5. Saúde e longevidade: a prevenção como eixo central
O aumento da longevidade é um desafio que exige também uma mudança de paradigma: a saúde deixa de ser apenas reação, e passa a ser prevenção. Em 2026 e nos próximos anos, as seguradoras vão ter um papel crucial na promoção de modelos de proteção de longo prazo, capazes de apoiar a população a viver mais e melhor. Os produtos de seguros de saúde e de longo prazo devem evoluir para responder às necessidades reais dos clientes ao longo da vida.
6. Fechar o protection gap é uma urgência nacional
Ainda existem muitas casas, carros e pessoas sem qualquer tipo de seguro ou com coberturas insuficientes, o que representa um risco elevado para as famílias e para a sociedade em geral. Em 2026 e nos próximos anos, é necessário avançar para soluções estruturadas que reduzam o protection gap, incluindo a discussão de mecanismos, como a criação de um fundo nacional de proteção ou outras iniciativas que reforcem a resiliência social. O setor segurador pode e deve contribuir ativamente para este tema.
7. Personalização e humanização: o cliente quer ser tratado com verdade
Perante o atual cenário em que a IA é uma realidade em todos os setores, os consumidores exigem cada vez mais personalização – mas há uma linha ténue entre personalizar de forma genuína e apenas “fingir” uma relação mais próxima. Este ano, as empresas que apostem numa abordagem que combine tecnologia e empatia, oferecendo soluções adaptadas às necessidades individuais e garantindo um atendimento humanizado, vão destacar-se da concorrência.
“Este 2026 será um ano de oportunidades, mas também de responsabilidade, para o setor segurador. A tecnologia e a inovação são essenciais, mas o nosso foco principal deve ser a proteção real das pessoas e a capacidade de darmos resposta aos desafios sociais do futuro. O setor precisa de contribuir para o reforço da literacia de risco, de investir na prevenção e de criar soluções inovadoras para os desafios identificados. Só assim conseguiremos construir um futuro mais seguro e sustentável para todos,” comentou Afonso Themudo Barata, CEO da Mudum Seguros.
Sobre a Mudum Seguros: A Mudum – Companhia de Seguros é uma empresa com 29 anos, especializada no negócio B2B2C, onde a Bancas/Seguros se posiciona por excelência. Atua no mercado português nos ramos não-vida e é detida a 100% pelo Grupo Crédit Agricole Assurances. Gere uma carteira de perto de 90 milhões de euros e tem mais de 350.000 clientes, servindo o mercado de particulares e de pequenas/microempresas. Tem como principal foco ajudar cada pessoa a tirar o melhor partido das mudanças que acontecem na sua vida, agindo cada dia no interesse dos seus clientes e da sociedade. https://www.mudum-seguros.pt/
